Lá estava ela fazendo seu teste admissional. Não era complicado, ao contrário, estava simples demais. Ao seu lado, seu amor, sua amiga, sua colega. Ao redor, estavam contatos secundários. Após um tempo, uma aniversariante veio cumprimentar uma pessoa que estava ao lado da menina. Neste exato momento, aconteceu o "inacontecível", aquilo que, como um passe de mágica, se tornaria um fenômeno. A aniversariante reduziu a menina que fazia o testa à invisibilidade. Cena terrível. Era difícil de decifrar o que se passava na cabeça da menina que fazia o teste. Seu olhar murchou, sua auto-estima abaixou, ela se recolheu. A aniversariantre falou com todos, sorriu para tudo, mas a ignorância do ser que estava ali fazendo um simples teste, era total. E o pior, elas se conheciam. Elas tinham amigos em comum, porém uma foi reduzida ao nada.
A menina saiu dali cabisbaixa, sem saber o que fazer, olhando vagarosamente para todas as coisas. Pensava em como seria tudo mais fácil se nada daquilo tivesse acontecido. Seus pensamentos voavam, sua cabela girava, ela só queria chegar a sua casa e "morrer". Não uma morte comum e, sim, uma morte daquelas que significa "esquecimento". Queria esquecer, fato! Tudo o que ela queria era poder esquecer o último acontecimento.
Entrou na condução, deixou sua cabeça vagar por caminhos jamais vasculhados, aumentou o som de seu Ipod, fechou os olhos e desejou ardentemente que aquilo fosse um pesadelo.
Chegou à casa, tomou um banho, ligou o computador e resolveu escrever, para quem sabe assim, aliviar a tensão...