Creio ter deixado tudo muito de lado ultimamente. As minhas maiores paixões estão guardadas numa gaveta cujo título é: "para depois". Larguei a escrita e dediquei meu tempo ao meu perfil trabalhador, labutando todos os dias nas duras esquinas dos "carteiras assinadas". Hoje, resolvi escrever.
Entre uma taça de vinho e outra, lembro dos tempos áureos. Dos tempos em que nada me preocupava. Dos tempos em que a felicidade era simples, bastava estar com dinheiro para a cerveja. Hoje, a felicidade já não é tão simples. A felicidade depende... depende de muitas coisas. Uma delas: a aprovação dos alunos no vestibular. Sim, fico imensamente feliz por cada um deles; e extremamente triste quando a citada anteriormente não ocorre. Alguém pode dizer que eu explanei por aí ou por ali que eu me basto e sou feliz sozinha, e sou. Porém, outra parte de mim, depende da felicidade alheia sim.
Mais um dezembro chega. E chego, eu também, à conclusão de que o tempo não muda. O que muda é o meu ponto de vista. E olha, como ele tem mudado. Cito uma excelente música do eterno Kid Abelha para mostrar como mudei: "mudanças no meu comportamento, distância louca de mim mesmo. Vontade de sentir o passado, presente para você.". Como mudei... os tempos vindouros são ainda mais propícios à mudança.
Em dezembro do ano passado, meu ideal era arrumar um bom emprego. Agora, 2012, não sei o que esperar como ideal para 2013... estranho isso...
Sim, são pensamentos espaçados e difusos...são pensamentos soltos...um exercícios que faço para que o cérebro despache tudo o que sinto... assim foi 2012 para mim: espaçado e difuso, vagaroso, doloroso.
E só para constar... ainda não me refiz de tua falta. Serão cinco anos sem a tua linda e doce presença...
Como é difícil viver em você...