terça-feira, 15 de abril de 2008

Um dia como um outro

Milhares de palavras, sentimentos e emoções explodem no âmago do meu ser. Não, não pensem que escreverei bonito para mostrar destreza para com as palavras, serei simples, dessa forma, a escrita torna-se legível.
Ela acordou às 7hr30min de um dia que lhe seria muito corrido. Entrou na internet, verificou e-mail, orkut e msn messenger. Nada havia de novo. Ligou o celular e resolveu, então, tomar seu café da manhã. Mais que rapidamente dirigiu-se para a faculdade. Chegando lá, observou que não iria ter uma de suas aulas, posto que o professor estava doente. Ficou no pátio estudando.
Um pouco mais tarde, adentrou a sala para a próxima aula. Ao lado da amiga, sentou-se. Enquanto a professora fazia a "chamada" ela apenas virou-se e perguntou para a amiga:
- Teremos a próxima aula?
- Quanto a você não sei, eu não terei pois não irei.
Diante de tal resposta emudeceu-se. Ao final da aula, saiu. Encontrou seu outro amigo e lhe contou o ocorrido. Embravecidos, ambos foram ao ponto de ônibus. Assim, terminou seu dia na faculdade. Na faculdade que não foi a que ela sonhou, mas foi a que passou no vestibular.
Pergunto-me, às vezes, para que servem determinadas amizades. Talvez seja necessário tê-las para que aprendamos o valor e a significação que uma determinada pessoa pode ter em nossa vida. Não, não basta apenas estender o ombro "amigo" para chorarmos, amigos não deveriam deixar que as lágrimas rolassem, por mais difícil que esse ato possa ser. Contudo, ninguém é perfeito e quem sou eu para julgar se o "fulano" que brigou à toa com "ciclano" está certo ou errado por estar pelos cantos falando mal do mesmo? Não, está não é determinação para mim.
Presa em meu mundo pseudo-feliz, ponho-me a pensar o que pessoas como essas ganham. Respostas não alcanço, visto que o coração das pessoas é terreno que estranhos não pisam. Apenas, por um dia, gostaria de ser um mililitro do sangue que é pulsado por tal coração, entretanto, parece-me que ainda sim não chegaria à conclusão nenhuma. Corrijam-me, é verdade, conclusões não existe, pois que nada é acabado. Bem, se nada é acabado como podemos então dar um fim numa situação tão corriqueira como essa? Deixo-vos, leitor, com a mais simples das questões. Como acabar com algo, uma vez que para nada existe um fim?

Um comentário:

Carolina disse...

Nossa!
Esse texto parece ser feito pra 4 pessoas...

Mas a determinação é uma: fazer o mal.
Deve ser bom fazer mal... Mas eu não tô afim de saber como é.

Tudo que acaba perde a graça. Mesmo as amizades...