terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É carnaval! É carnaval!

Doce esperança renasce!
Descanso, folia, alegria, magia!
Nos carros alegóricos o sonho da vitória
O trabalho de noites sem sono
A esperança da conquista tão sonhada...

Os foliões se divertem!
Bola Preta, Banda de Ipanema, Simpatia é quase amor...
Políticos se fingem de bonzinhos...
Suas máscaras são eternos carnavais
Financiados pelos dinheiro público...

E os foliões se divertem.
A vida passa e ninguém quer saber
E nas esquinas do Congresso
Os escândalos, os roubos, as falcatruas e as leis assinadas sem serem lidas...
E o povo, alheio a tudo, grita: É carnaval, é carnaval!

Nas terras de cá,
É carnaval! É Carnaval! - Só no mês de fevereiro.
E nas terras de lá,
Eles gritam o ano inteiro:
É carnaval! É carnaval!

Passada a folia, a festa e a diversão
Segue o povo brasileiro em sua labuta.
Transporte caótico, trânsito caótico...
Impostos altos, tarifas altas, vida difícil...
E, no Congresso, com o dinheiro do pobre brasileiro eles fazem mais um

CARNAVAL!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Helena...

Ela acordou cedo e resolveu sair para caminhar. O que ela não poderia imaginar, o que ela jamais ousou em imaginar, era o fato de que sua vida monótona mudaria completamente a partir daquela amanhã.
Helena caminhou por toda a Lagoa Rodrigo de Freitas. Sentou-se em um quiosque e, de repente, o inevitável. Seus olhos cruzaram com os olhos que sentavam à mesa à frente. Enrubeceu. Não sabia o que fazer. Estava sendo seduzida por um par lindo de olhos negros. Levantou-se e voltou a sua caminhada. Estava sendo seguida. Os olhos a fitava. Eram densos, negros, lindos e profundos. Sentia-se embrigada.
Voltando ao apartamento, pensou profundamente naqueles olhos. Nos olhos que a fizeram se apaixonar. Estava sedenta por saber quem eram aqueles olhos, onde viviam, onde trabalhavam, onde estariam naquele momento. Entrou para o banho e sentiu-se sendo fitada. Doce lembrança. Desejava que os mesmos olhos estivessem ali.
Dormiu, à noite, e teve grandiosos sonhos sexuais com aqueles olhos. Decidiu que, a partir do dia seguinte, tentaria saber quem eram aqueles olhos. Os olhos que lhe tiravam o sossego e lhe tocavam fogo no corpo. Um desejo súbito lhe consumia. Mas, ela não sabia o que fazer.
Voltou às caminhadas matinais, na esperança de encontrar os mesmos lindos olhos.
Por vários dias procurou. Por vários dias teve os mesmos sonhos. O mesmo desejo lhe consumia, e pode-se dizer que, até aumentava. A única notícias que ela obteve sobre aqueles olhos, foi seu nome...e já lhe foi suficiente para poder chamar quando o desejo aumentava.
Desejava ardentemente encontrar... desejava encontrar aqueles olhos, aqueles olhos cujo nome soava como mel para seus ouvidos... Helena desejava ardentemente encontrar Lara. Sim, esse era o nome dos olhos de um negro profundo que lhe tirava o sono...