sábado, 13 de fevereiro de 2010

Helena...

Ela acordou cedo e resolveu sair para caminhar. O que ela não poderia imaginar, o que ela jamais ousou em imaginar, era o fato de que sua vida monótona mudaria completamente a partir daquela amanhã.
Helena caminhou por toda a Lagoa Rodrigo de Freitas. Sentou-se em um quiosque e, de repente, o inevitável. Seus olhos cruzaram com os olhos que sentavam à mesa à frente. Enrubeceu. Não sabia o que fazer. Estava sendo seduzida por um par lindo de olhos negros. Levantou-se e voltou a sua caminhada. Estava sendo seguida. Os olhos a fitava. Eram densos, negros, lindos e profundos. Sentia-se embrigada.
Voltando ao apartamento, pensou profundamente naqueles olhos. Nos olhos que a fizeram se apaixonar. Estava sedenta por saber quem eram aqueles olhos, onde viviam, onde trabalhavam, onde estariam naquele momento. Entrou para o banho e sentiu-se sendo fitada. Doce lembrança. Desejava que os mesmos olhos estivessem ali.
Dormiu, à noite, e teve grandiosos sonhos sexuais com aqueles olhos. Decidiu que, a partir do dia seguinte, tentaria saber quem eram aqueles olhos. Os olhos que lhe tiravam o sossego e lhe tocavam fogo no corpo. Um desejo súbito lhe consumia. Mas, ela não sabia o que fazer.
Voltou às caminhadas matinais, na esperança de encontrar os mesmos lindos olhos.
Por vários dias procurou. Por vários dias teve os mesmos sonhos. O mesmo desejo lhe consumia, e pode-se dizer que, até aumentava. A única notícias que ela obteve sobre aqueles olhos, foi seu nome...e já lhe foi suficiente para poder chamar quando o desejo aumentava.
Desejava ardentemente encontrar... desejava encontrar aqueles olhos, aqueles olhos cujo nome soava como mel para seus ouvidos... Helena desejava ardentemente encontrar Lara. Sim, esse era o nome dos olhos de um negro profundo que lhe tirava o sono...

Nenhum comentário: