Na caminhada pra faculdade Carolina me acompanhava, fomos conversando sobre as leis naturais da vida. Enquanto eu relembrava momentos vividos com minha falecida madrinha de Crisma, foi como se os estivesse revivendo. Lembrei do sorriso, das palavras, dos gestos e até de como eu a conheci. Uma lágrima quis, sorrateiramente, sair de meu olho direito, que junto com o esquerdo. Não é fácil lidar com esse sentimento...Não é fácil saber que nunca mais ligarei para uma das melhores pessoas que conheci...Peguei-me pensando, então, no que Renato Russo disse : "- Os bons morrem jovem". Sim, não me conformo com a perda. Ao redor, todos me dizem que deve-se aceitar o destino. Mas, não consigo aceitar a perda dela.
Em uma de minhas conversas com minha mãe, questionei-a sobre existirem tanta gente ruim para morrer e justo ela, minha madrinha, uma das melhores pessoas em minha vida, que nunca fizera mal algum para alguém, morreu. A resposta da minha mãe foi como um soco de esquerda que me levou à "Knocking out": "Deus não quer gente ruim em seu reino, Ele precisa dos bons para edificar sua casa". Minha mente voltou-se para o céu e meu último pensamento, antes de emudecer, foi: "Senhor, tirai a dor e deixai-me com a saudade". Após, saí e por um longo tempo caminhei... Minha madrinha foi minha companhia...
Um comentário:
Que lindo, Nívia...
=)
É assim mesmo, dói, dói, mas passa e só dá saudade.
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