domingo, 12 de setembro de 2010

"Nem Margarida nasceu..."

Aahhh...jardim maravilhoso! Flores cresciam, a relva era linda, os animais corriam pelos verdes campos e os pássaros voavam livres. O jardim era lindo. Talvez não houvesse no mundo nenhum lugar tão aconhegante, esplêndido e resplandecente como aquele jardim. Tudo fazia sentido. Era a primavera.

Porém, nem só de primavera vive o mundo. Eis que um belo dia, chega o inverno. Frio, cruel, doloroso, inodoro, insípido e preto e branco. Talvez, cinzento. Um cinza quase...quase negro. O negrume tomou conta daquele jardim. A vida que passava por aquelas veias não mais corria ali. O sangue pulsante, vermelho intenso, não mais passaria ali. Você se foi. E deixou um jardim sem dono, sem cor, sem sentido, um jardim cinza, um jardim esperando a tua volta.

Naqueles campos dantes verdes, e agora tomado por um cinza invernal, não há mais vida, não há mais flor, não há mais verdes...só há o silêncio das coisas mortas...no jardim antes verdejante, no Jardim tão belo, se antes nasciam todas as plantas possíveis, hoje, "nem margarida nasceu"...

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